Detesto a “Chico-espertiçe” reinante aqui para as minhas bandas, o que equivale a dizer na zona saloia.
Telefonar para o Canil está fora do pensamento deles e é mal visto porém colocar um animal indefeso no jardim dos outros já é outra coisa! Não tem nada a ver…
Pois é! Fui beber um cafezinho e ao regressar alguém entrou sem autorização no jardim (pindérico é certo) mas meu e colocou um cão num dos canteiros da minha casa.
Para além de ser um abuso de confiança, invasão de propriedade e isto apenas aos olhos de uma leiga em matéria de Direito, ainda me deixa literalmente com o bebe no colo!
Enchi-me de coragem e telefonei aos serviços da Câmara Municipal e pedi que o viessem buscar. Obviamente uma decisão destas para mim foi tudo menos fácil.
Há pouco mais de dois meses adoptei um gato, acontece que há umas noites atrás pensando que iria salvar o nosso gato de uma rixa com outros, no pátio das traseiras, o meu marido foi presenteado com mais um gato!
Inicialmente acreditamos que ele seria de uma ninhada única (parvos) e que a mãe teria deixado de o amamentar. Ora pois… acontece que as gravidezes nas gatas de uma única cria não são assim lá muito comuns e o facto da casas ao lado, uma está desabitada e outra é um lar de idosos o que deixa poucas probabilidades de ele ter estado sempre numa ou noutra casa e dada a dificuldade de lá ter estado sem fazer nenhum barulho, estou firmemente convencida que este veio da mesma casa que o cão!
Para além de estar a perder o poder de acreditar que se pode mudar alguma coisa nas mentalidades ainda tenho uma enorme sensação de impotência e tristeza.
Um cão e um gato não são presentes datados no tempo, são para sempre! Exigem cuidados, alimentação, veterinários, lugar na família e por aí vai… uma lista que nunca mais acaba.
Termino esta nota pedindo à gentil alma que me deposita os seus animais de estimação no jardim o favor de parar. Estou servida já!