Parece que em Portugal as etiquetas desapareceram restando umas coisas autocolantes reles e sem respeito nenhum pelo bom gosto.
Não é que os frascos reclamem do design mas reclamo eu!
Na loja sueca encontrei umas que remotamente me lembram as etiquetas que eu gosto mas acabaram e estes frascos de geleia de amora silvestre foram para a fila à espera de eu meter mãos à obra e fazer eu as ditas cujas.
Sou gulosa por mexilhão e como-o muito antes de ser moda. Não resisti e lá fui eu experimentar os novos restaurantes de mexilhão e além do "plástico" envolvente nada a referir.
Talvez encontre mais sabor no "Tarro" ou num outro qualquer restaurante que permaneça fiel ao que é legitimo, seja português, japonês ou nepalês.
Não sou fundamentalista, nem tudo o que é nacional é bom e o grosso do que consumo vem de supermercados que não são portugueses porque o comercio pequeno acabou e Portugal é um super-mega-continente-pingo-doce que têm as mesmas marcas.
Tirando algumas feiras em que ainda aparecem os produtos nacionais resta uma imensa pobreza.
A loja sueca tem o melhor salmão da zona e eu ando com preguiça de fazer o meu gravac e lá fui eu ontem ao salmão. Surpresa atrás de surpresa, afinal os espertalhuços entraram na onda do mosaico hidráulico.
Comprar é sem dúvida um acto politico e se em algumas coisas o posso escolher noutras resta confiar que a etiqueta ASC do Salmão seja verdadeira.
Escolho o queijo fresco e requeijão alentejanos que compro à quinta num super espanhol, o pão de centeio e a broa de Alcobaça e o resto procuro no pequeno comércio (o que resta) da zona.
Continuam as perneiras e a dificl Hannah Arendt, lentamente que o tempo é de calma.




