quarta-feira, 26 de agosto de 2015

geleia e pavimentos plásticos



Parece que em Portugal as etiquetas desapareceram restando umas coisas autocolantes reles e sem respeito nenhum pelo bom gosto.
Não é que os frascos reclamem do design   mas reclamo eu!
Na loja sueca encontrei umas que remotamente me lembram as etiquetas que eu gosto mas acabaram e estes frascos de geleia de amora silvestre foram para a fila à espera de eu meter mãos à obra e fazer eu as ditas cujas.



Sou gulosa por mexilhão e como-o muito antes de ser moda. Não resisti e lá fui eu experimentar os novos restaurantes de mexilhão e além do "plástico" envolvente nada a referir.
Talvez encontre mais sabor no "Tarro" ou num outro qualquer restaurante que permaneça fiel ao que é legitimo, seja português, japonês ou nepalês.
Não sou fundamentalista, nem tudo o que é nacional é bom e o grosso do que consumo vem de supermercados que não são portugueses porque o comercio pequeno acabou e Portugal é um super-mega-continente-pingo-doce que têm as mesmas marcas.
Tirando algumas feiras em que ainda aparecem os produtos nacionais resta uma imensa pobreza.
A loja sueca tem o melhor salmão da zona e eu ando com preguiça de fazer o meu  gravac e lá fui eu ontem ao salmão. Surpresa atrás de surpresa, afinal os espertalhuços entraram na onda do mosaico hidráulico.
Comprar é sem dúvida um acto politico e se em algumas coisas o  posso escolher noutras resta confiar que a etiqueta  ASC do Salmão seja verdadeira.
Escolho o queijo fresco e requeijão alentejanos que compro à quinta num super espanhol, o pão de centeio e a broa de Alcobaça e o resto procuro no pequeno comércio (o que resta) da zona.
Continuam as perneiras e a dificl Hannah Arendt, lentamente que o tempo é de calma.


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

O jardim dos gatos azuis

Desde que começou esta nova "fase" escasseia a vontade de grandes projectos.
Entre as saídas para as consultas e para os tratamentos o verão ficou reduzido a escassos jantares e algumas saídas tendo sempre em conta não ser demasiado longe de Lisboa.
Entre o não me render à doença e o apoio da família e de amigas (e tenho tido agradáveis surpresas. Que bom é ter ombros amigos onde chorar ou com que rir e onde me apoio tantas vezes.
Havia anos que as caixas de linhas de bordado repousavam algures numa prateleira mais obscura.
Pois saíram da prateleira e entre "ai piquei-me" e "deixa cá ver se consigo" vou retomando as cores.
Sendo alentejana o lenço dos namorados vem parar à minha pela luta para não fecharem o Museu de Arte Popular há uns anos atrás. 
De adiamento em adiamento lá perdi a vergonha e bordei um, bem quase um, já na recta final perdi a bolsa, o lenço, as linhas na zona de Fátima pelo que recomecei novamente.
O jardim dos gatos azuis seria um saco para oferecer a uma amiga mas a coisa descontrolada e cresceu demasiado, ao ponto de ficar entre o almofadão e o travesseirro, e apenas pelo puro prazer de bordar já que o pano não vale mesmo nada .
O lenço será uma versão alentejana adaptada ao modo minhoto.
Abriu oficialmente a época das compotas e geleias. Da safra das amoras silvestres apanhadas na berma da estrada sairá geleia que este ano estão fracas.

Preparo o meu inverno com umas perneiras para botas alentejanas (que ainda não tenho) e sonho com o regresso à Escócia na próxima primavera.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Lentidão

Na justa medida da lentidão a minha manta segue com 2 painéis, dos tecidos originais acho que sobra pouco e desfiz e voltei a fazer. De olho nuns taleigos da minha mãe neste mmento.
No meio do que me tenho proposto fazer de referir que o lenço dos namorados que seria oferta para o A. ficou algures entre Fátima e a minha casa. Com ele ficaram o meu dedal de silicose (não volto a comprar outro assim tão caro) as linhas, uma das minhas tesouras (não a favorita) e algumas linhas, os verdes e um azul turquesa. Tudo pode ser substituído menos o trabalho, já só faltava 3 fios de cercadura.
Eu e a minha mania das bolsas e bolsinhas. Mas não tenho cura 
 Para os projectos portáteis como meias com um pin oferecido por uma amiga.
Para o casaco baseado num livro comprado na Retrosariaque recomendo. Muitas vezes me dizem mas é japonês. E depois? os esquemas são universais                  
Um futuro presente. Estou com alguma dificuldade em encontrar tecido  meio linho, este é uma porcaria foi uma compra que me pareceu boa na altura mas infelizmente é bom para sacos e pouco mais.
Lá se foi o Tilda que o fio mão chegava, venha outro desta vez Top-Down. A cor não confere e eu não me chateio nada.
Não sei já quem mas deu, se comprei ou se herdei mas reencontrei-as.

  A aguardar a roda, a lã e eu.
O meu bordão de peregrina preparado para a viagem, Pode estar longe mas o encontro connosco começa muito antes do pé se fazer ao caminho.