quinta-feira, 12 de novembro de 2015

WIP

 Umas luvas da Alana Dakos mas em azul,
 Um saco
 ma boina da Outi Kater
 Com um fio edição especial da Mrs Robinson's Hand-Dyed Yarns, um xaile da  Kate Blackburn
 Um saco só meu com tecidos da Maria Cenoura
 Uma manta com a receita Little Bobbins  que recomendo
 Meias spot check sKnitting Socks With Handpainted Yarn da Beth Parrot
  E as Perneiras da Serra de Ossa da Rosa Pomar








terça-feira, 29 de setembro de 2015

da manta e do dedal novo

 Uma cesta cheia de lãs apetitosas para serem transformadas numa manta, mais concretamente persian-dreams que anda nos meus sonhos há uns tempos. A lã Beiroa claro da Retrosaria
Com tanta lã descubro que me faltam verdes! Lá terei que fazer mais uma visita à Retrosaria nem que seja virtual.
 Desta vez acho que acertei no dedal! depois de um frasco cheio de dedais que não servem, entrei na ourivesaria e comprei um em prata que me  serve



quarta-feira, 16 de setembro de 2015

rodando

 Depois de várias tentativas lá acabou por sair um fio mais ou menos apresentável.

 as duas bobines estão cheias a na cesta lã escocesa à espera de ser fiada
Nem sou dada a panos de tabuleiro mas uma coisa leva a outra e acabei a bordar estes já parcialmente feitos; parcialmente porque a renda teve que ser descosida pois era mesmo de uma imperfeição digna de nota.
 Talvez se salve com um picot básico.
No seguimento de todas as quartas mostrar o que estou a ler e a tricotar, desafio do blogue small things  aqui fica o livro da Rosa Pomar .
De resto nada de novo.


terça-feira, 8 de setembro de 2015

da roda e da agulha



 Et voilá!
Um começo lento sem mestres, declaro muito bom o primeiro resultado. A aventura que começou em 2012 com um velo acabou em muito estudo, muita prática de fuso e o salto para a roda era inevitável e assim foi.
Não que a solidão seja o melhor método de aprendizagem mas a snobeira instalada no meio  em Portugal levou-me pelo caminho do autodidacta e não me queixo.
Salvo algumas excepções o meio é pobre e cinzento.
Continuando a aprender a bordar. desta vez usei uns desenhos da Rakam e quem sabe não me aventure a desenhar os meus desenhos, um dia quem sabe.
Aqui fica onde se pode encomendar lã para fiar. a Jamieson&Smith , a Saber Fazer .

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

destapando um pouco



 A margem do público e do privado é um fio ténue que separa o exibicionismo do recato. Sempre que me sento para escrever penso e não posso ou não devo revelar.
Bem. Aqui fica; apareceu uma pedra no meu sapato de seu nome carcinoma da mama e já estou na terceira sessão de quiomioterapia até agora tudo a correr bem.
A minha vida parou por uns meses, faço balanços do bom e do mau e decidi que iria ficar apenas com o bom da vida e "queimar tudo o resto" numa fogueira privada. Vassourada no lixo!
Sim tenho um cancro mas luto todos os dias por uma normalidade.
O  que me prende à vida? o amor pelos meus, não necessito de fotos para os mostrar, basta eu saber quem são. Mãe, filha neta , marido, mana,  enteados e netos emprestados e todas as extensões de amor que vamos acumulando ao longa da vida, Amigas poucas mas sólidas, umas as de sempre, as muito próximas e as mais afastadas.
Agora o quotidiano de uma alentejana na zona saloia


Chegou a minha Kromski Perlude comprada na Galiza

Aguarda que eu me sente a experimentar.
Reutilizando objectos e continuando a bordar


Descobrindo que a mini jardinagem é um prazer, infelizmente comecei pelo que não gosto mas já há vasos de hortelã diversas e manjericão
Meter a mão na massa e fazer um pão                                                                                                      


Como me é dificl a concentração na leitura passei para algo mais ligeiro porque aderi ao Yarn along da Small Things












quarta-feira, 26 de agosto de 2015

geleia e pavimentos plásticos



Parece que em Portugal as etiquetas desapareceram restando umas coisas autocolantes reles e sem respeito nenhum pelo bom gosto.
Não é que os frascos reclamem do design   mas reclamo eu!
Na loja sueca encontrei umas que remotamente me lembram as etiquetas que eu gosto mas acabaram e estes frascos de geleia de amora silvestre foram para a fila à espera de eu meter mãos à obra e fazer eu as ditas cujas.



Sou gulosa por mexilhão e como-o muito antes de ser moda. Não resisti e lá fui eu experimentar os novos restaurantes de mexilhão e além do "plástico" envolvente nada a referir.
Talvez encontre mais sabor no "Tarro" ou num outro qualquer restaurante que permaneça fiel ao que é legitimo, seja português, japonês ou nepalês.
Não sou fundamentalista, nem tudo o que é nacional é bom e o grosso do que consumo vem de supermercados que não são portugueses porque o comercio pequeno acabou e Portugal é um super-mega-continente-pingo-doce que têm as mesmas marcas.
Tirando algumas feiras em que ainda aparecem os produtos nacionais resta uma imensa pobreza.
A loja sueca tem o melhor salmão da zona e eu ando com preguiça de fazer o meu  gravac e lá fui eu ontem ao salmão. Surpresa atrás de surpresa, afinal os espertalhuços entraram na onda do mosaico hidráulico.
Comprar é sem dúvida um acto politico e se em algumas coisas o  posso escolher noutras resta confiar que a etiqueta  ASC do Salmão seja verdadeira.
Escolho o queijo fresco e requeijão alentejanos que compro à quinta num super espanhol, o pão de centeio e a broa de Alcobaça e o resto procuro no pequeno comércio (o que resta) da zona.
Continuam as perneiras e a dificl Hannah Arendt, lentamente que o tempo é de calma.


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

O jardim dos gatos azuis

Desde que começou esta nova "fase" escasseia a vontade de grandes projectos.
Entre as saídas para as consultas e para os tratamentos o verão ficou reduzido a escassos jantares e algumas saídas tendo sempre em conta não ser demasiado longe de Lisboa.
Entre o não me render à doença e o apoio da família e de amigas (e tenho tido agradáveis surpresas. Que bom é ter ombros amigos onde chorar ou com que rir e onde me apoio tantas vezes.
Havia anos que as caixas de linhas de bordado repousavam algures numa prateleira mais obscura.
Pois saíram da prateleira e entre "ai piquei-me" e "deixa cá ver se consigo" vou retomando as cores.
Sendo alentejana o lenço dos namorados vem parar à minha pela luta para não fecharem o Museu de Arte Popular há uns anos atrás. 
De adiamento em adiamento lá perdi a vergonha e bordei um, bem quase um, já na recta final perdi a bolsa, o lenço, as linhas na zona de Fátima pelo que recomecei novamente.
O jardim dos gatos azuis seria um saco para oferecer a uma amiga mas a coisa descontrolada e cresceu demasiado, ao ponto de ficar entre o almofadão e o travesseirro, e apenas pelo puro prazer de bordar já que o pano não vale mesmo nada .
O lenço será uma versão alentejana adaptada ao modo minhoto.
Abriu oficialmente a época das compotas e geleias. Da safra das amoras silvestres apanhadas na berma da estrada sairá geleia que este ano estão fracas.

Preparo o meu inverno com umas perneiras para botas alentejanas (que ainda não tenho) e sonho com o regresso à Escócia na próxima primavera.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Lentidão

Na justa medida da lentidão a minha manta segue com 2 painéis, dos tecidos originais acho que sobra pouco e desfiz e voltei a fazer. De olho nuns taleigos da minha mãe neste mmento.
No meio do que me tenho proposto fazer de referir que o lenço dos namorados que seria oferta para o A. ficou algures entre Fátima e a minha casa. Com ele ficaram o meu dedal de silicose (não volto a comprar outro assim tão caro) as linhas, uma das minhas tesouras (não a favorita) e algumas linhas, os verdes e um azul turquesa. Tudo pode ser substituído menos o trabalho, já só faltava 3 fios de cercadura.
Eu e a minha mania das bolsas e bolsinhas. Mas não tenho cura 
 Para os projectos portáteis como meias com um pin oferecido por uma amiga.
Para o casaco baseado num livro comprado na Retrosariaque recomendo. Muitas vezes me dizem mas é japonês. E depois? os esquemas são universais                  
Um futuro presente. Estou com alguma dificuldade em encontrar tecido  meio linho, este é uma porcaria foi uma compra que me pareceu boa na altura mas infelizmente é bom para sacos e pouco mais.
Lá se foi o Tilda que o fio mão chegava, venha outro desta vez Top-Down. A cor não confere e eu não me chateio nada.
Não sei já quem mas deu, se comprei ou se herdei mas reencontrei-as.

  A aguardar a roda, a lã e eu.
O meu bordão de peregrina preparado para a viagem, Pode estar longe mas o encontro connosco começa muito antes do pé se fazer ao caminho.
                                                    





segunda-feira, 20 de julho de 2015

Quando o Tico pôs um ovo

Quando há 24 anos me mudei para a zona da grande Lisboa vim sozinha.
Habituada a ter a minha filha sempre por perto aquele silêncio era opressor.
Um colega deu-me um periquito azul. Aceitei e confesso que nunca fui chegada a pássaros, me habituei ao chilrear do bichinho
Porque era  demasiado triste para mim ver um pássaro preso, libertei-o da gaiola, deixando-o andar livre pela casa, de resto a casa era pequena.
O Tico recolhia à gaiola quando queria para comer e dormir e o resto do tempo circulava pela trepadeira da cozinha  a sua"pequena" selva.
Refiro a título de graça que na minha família há uma longa tradição de errar o sexo dos animais de companhia, mas este foi-me dado como sendo um macho.
Quando me mudei a gaiola veio comigo mas era impossível deixa-lo andar em liberdade ficou confinado à gaiola.
Uma manhã fomos surpreendidos, no chão da gaiola estava um ovo!
O Tico passou a Tica.
Uma história banal mas que vai ficar na minha manta porque sim, porque quero.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Rebobina a vida

Rebobinar a vida, dar as voltas necessárias e recomeçar tudo de novo.
O nome do blogue mudou, eu mudei, todos nós somos diferentes a cada novo dia.
Entre as coisas que tenho em mãos (são sempre várias) há dois que estão a ser gratificantes.
O regresso ao bordado pois se nunca lá estive como posso regressar num projecto de uma manta de retalhos.
Depois de ter visto a manta da Sofia tomei coragem, perdi a vergonha e vamos lá a isso.
Parece fácil mas não foi nem é. 
A mesma razão que me levou a voltar ao tricot leva agora a que me vire para os bordados.
Aqui fica o primeiro painel ou não...depende.
Como os tempos que se seguem vão ser de recato e isolamento uma manta é um projecto bom.
Como bom seria transformar aquela lã da Alice num fio aceitável ao tricot.

O fuso é exclusivo meu, está em testes.
Do resto há uns novos sites que descobri recentemente e me faz ter pena de não ter nascido uns 20 anos mais tarde como o da Ginny

E um livro que nos desperta para a viagem à felicidade.