segunda-feira, 20 de julho de 2015

Quando o Tico pôs um ovo

Quando há 24 anos me mudei para a zona da grande Lisboa vim sozinha.
Habituada a ter a minha filha sempre por perto aquele silêncio era opressor.
Um colega deu-me um periquito azul. Aceitei e confesso que nunca fui chegada a pássaros, me habituei ao chilrear do bichinho
Porque era  demasiado triste para mim ver um pássaro preso, libertei-o da gaiola, deixando-o andar livre pela casa, de resto a casa era pequena.
O Tico recolhia à gaiola quando queria para comer e dormir e o resto do tempo circulava pela trepadeira da cozinha  a sua"pequena" selva.
Refiro a título de graça que na minha família há uma longa tradição de errar o sexo dos animais de companhia, mas este foi-me dado como sendo um macho.
Quando me mudei a gaiola veio comigo mas era impossível deixa-lo andar em liberdade ficou confinado à gaiola.
Uma manhã fomos surpreendidos, no chão da gaiola estava um ovo!
O Tico passou a Tica.
Uma história banal mas que vai ficar na minha manta porque sim, porque quero.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Rebobina a vida

Rebobinar a vida, dar as voltas necessárias e recomeçar tudo de novo.
O nome do blogue mudou, eu mudei, todos nós somos diferentes a cada novo dia.
Entre as coisas que tenho em mãos (são sempre várias) há dois que estão a ser gratificantes.
O regresso ao bordado pois se nunca lá estive como posso regressar num projecto de uma manta de retalhos.
Depois de ter visto a manta da Sofia tomei coragem, perdi a vergonha e vamos lá a isso.
Parece fácil mas não foi nem é. 
A mesma razão que me levou a voltar ao tricot leva agora a que me vire para os bordados.
Aqui fica o primeiro painel ou não...depende.
Como os tempos que se seguem vão ser de recato e isolamento uma manta é um projecto bom.
Como bom seria transformar aquela lã da Alice num fio aceitável ao tricot.

O fuso é exclusivo meu, está em testes.
Do resto há uns novos sites que descobri recentemente e me faz ter pena de não ter nascido uns 20 anos mais tarde como o da Ginny

E um livro que nos desperta para a viagem à felicidade.