quarta-feira, 7 de julho de 2010


TRICOTAVA PARA ELA
Nunca tive tanto prazer em tricotar como quando o fazia para a minha filha. Fiz o seu primeiro casaco em azul e… nunca mais parei até ela se recusar a vestir as minhas camisolas respondendo ao apelo das grandes marcas.
Hoje arrependo-me de ter colocado as agulhas de lado e voltar está a ser um pouco complicado.
Voltei ater prazer em tricotar depois de um transplante renal em que a recuperação foi feita em casa a reaprender a tricotar em frente ao computador.
No Natal, a família foi literalmente bombardeada de meias (embora algumas não tenham chegado aos destinatários  ) mas com lã dos chineses. Impossibilitada de sair era a solução que me restava.
Depois de uma visita à Brancal onde maioritariamente fibras e uma grande desilusão, percorri uma travessia do deserto até encontrar as lãs!
Tricotava imenso para mim, casacos, camisolões, enfim, houve uma fase da minha vida que vivia pendurada nas agulhas, muitas sobreviveram a quatro mudanças de casa. Mas a prova de que nunca abandonei a vontade de tricotar foi tê-las guardado ao longo de mais de 25 anos.

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