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segunda-feira, 5 de julho de 2010



GATOS E SAUDADES

Produto do dia mais quente do ano e não houve mesmo mãos para mais.
Contar, fazer uma regra 3 simples para chegar ao numero de malhas que devo colocar nas agulhas, não foi possível mais nada.


Durante muito tempo pensei que era condição fundamental para ter um blogue de tricô ter um gato. Ora eu tenho uma cadela e estou muito satisfeita com isso.
Em Beja tive um gato que adorava a minha cesta das lãs e fazia uma festa mal a via.
Confesso que embora apreciadora da raça felina, depois dos vinte e muitos gatos existentes lá por casa da enteada do meu marido fiquei um pouco na defensiva.
Esta tarde fui visitada por um/uma gato/a lindíssima no muro que divide a minha casa da casa vizinha e fiquei saudosa do Ronron e das suas maluqueiras com as minhas lãs.
Confesso que nunca pensei que retomar um passatempo como o tricô fosse tão complicado. Não me lembro dos pontos, das medidas do “como se faz isto” e tive que voltar a aprender, agora sem a ajuda preciosa da Dona Assunção a quem comprava as lãs e que me conhecia desde menina, me ia dando umas dicas.
Como em muitas coisas sou autodidacta no tricô, a minha mãe e irmã não eram muito interessadas na matéria e o que sei devo-o a duas tias, a minha tia paterna Henriqueta e às minhas tias maternas Maria e Mariana.
Para a prender alguma coisa de costura costumava fugir e ir para a casa de uma costureira que morava na minha rua, e a ela devo muito ou quase tudo do que sei, mas sempre de fugida porque a minha mãe não ia em cantigas de costura nem tricô e preferia os livros a qualquer passatempo.